Montagem Midiática
No dia 31 de julho de 2006, um carro-bomba matou um cidadão e feriu doze soldados no bairro 12 de outubro, em Bogotá, na Colômbia. Nenhuma novidade para os que, com freqüência, se mantêm informados pelos meios de comunicação sobre os acontecimentos na América Latina, entretanto, diferentemente de outros casos, este não poderia passar desapercebido: o atentado foi uma ação realizada pelo próprio Exército.
Segundo o jornal El Colombiano, não se tem clareza de quantos atentados como este estavam sendo arquitetados pelo exército colombiano. O major Javier Efrén Hermida Benavidez e o capitão Luis Eduardo, ambos da XIII brigada, estão sendo investigados pela justiça, que apura o caso, após descobrir que os atentados estariam relacionados a uma tentativa de desestabilizar o governo e evitar a reeleição do presidente Uribe. Dessa forma, os militares conservariam o aparato repressivo e o poder.
No dia 31 de julho de 2006, um carro-bomba matou um cidadão e feriu doze soldados no bairro 12 de outubro, em Bogotá, na Colômbia. Nenhuma novidade para os que, com freqüência, se mantêm informados pelos meios de comunicação sobre os acontecimentos na América Latina, entretanto, diferentemente de outros casos, este não poderia passar desapercebido: o atentado foi uma ação realizada pelo próprio Exército.
Segundo o jornal El Colombiano, não se tem clareza de quantos atentados como este estavam sendo arquitetados pelo exército colombiano. O major Javier Efrén Hermida Benavidez e o capitão Luis Eduardo, ambos da XIII brigada, estão sendo investigados pela justiça, que apura o caso, após descobrir que os atentados estariam relacionados a uma tentativa de desestabilizar o governo e evitar a reeleição do presidente Uribe. Dessa forma, os militares conservariam o aparato repressivo e o poder.
Será que este assunto seria tratado pelos meios de comunicação com o mesmo descaso se não tivesse vínculos com a disputa política? A probabilidade é alta. Malena Segura Contrera, em seu livro Mídia e Pânico, afirma que as abordagens contemporâneas da mídia tratam a violência apenas como mais um assunto. Para a autora “as questões da violência estariam sempre apontando para distúrbios nos processos de vinculação” interpessoais. Além disso, explica que os meios de comunicação exercem o papel de “altar sacrificial”, ao satisfazer a necessidade que as sociedades contemporâneas têm de ritualizar a violência, dando a ela um caráter sacrificial.
Outro ponto a ser salientado é a utilização de imagens, por aqueles que detêm o poder, como instrumento de dominação. O filósofo, agitador social e diretor de cinema, Guy Debord, em 1968, ao escrever A Sociedade do Espetáculo, denuncia a contradição proporcionada pela mídia, em especial a televisão: o esfacelamento social mascarado por uma falsa impressão de vida comunitária, na medida que o telespectador presencia parcialmente os acontecimentos de forma passiva. Incrível como o autor, já naquela época, previa o afastamento de grupos sociaise a filtragem de temas e assuntos, para controle social. No entanto, é pouco provável a desconfiança que, em 31 de julho, um exército de país soberano usaria de táticas terroristas para causar pânico na população que le se propõe a defender..

4 Comments:
Nossa... Acho que por essa, nem o Calderón (famigerado e falecido chefe do Cartel de Medelín) esperava...
Hehehehehehe... =P
Muito legal... Chega a ser um "consolo" saber que essas coisas não acontecem apenas aqui...
Abraço! o/
9/14/2006 10:06 PM
Consolo??
Po Togawa, isso deixa o fato mais desolador ainda. A falta de ética (e por que não dizer escrúpulos) na veiculação de informações (visando, ou não, controle da população) tem sido ridicula.
1984 está cada vez mais próximo meu amigo hahahahaha.
9/14/2006 11:07 PM
Não entenda mal, Pedro... É q tanto se fala mal do Brasil lá fora, e não olham pro próprio umbigo... É isso que eu quis dizer...
9/14/2006 11:09 PM
E salve o Big Brother!!! \o/
Hehehehehehe... XD
9/14/2006 11:10 PM
Postar um comentário
Links to this post:
Criar um link
<< Home